Investigação editorial que organiza publicamente o que as operações desarticulam em silos: a mesma infraestrutura financeira liga combustíveis adulterados, contas-bolsão em fintechs, gestoras CVM, banco liquidado e projetos de carbono na Amazônia.
Tema CC0 Dados públicos
Doleiros e casas de câmbio deram lugar a instituições reguladas no Brasil. Offshores continuam nos EUA (Delaware, Houston), mas a lavagem passa também por fundos na Faria Lima e por “paraiso fiscal doméstico” em fintechs.
Abra cada camada para ver bullets e destaques. Cores dos marcadores seguem a lógica do fluxo (vermelho origem ilícita → âmbar combustível → azul financeiro → verde carbono…).
Camada 1 — Origem do dinheiro sujo PCC + tráfico
Tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos geram o caixa inicial.
Depósitos fracionados em espécie abaixo do limite de rastreamento do COAF.
10.900 depósitos em espécie identificados entre 2022-2023 somando R$ 61 milhões só nos postos.
Maquininhas de cartão em postos de fachada como entrada adicional.
Camada 2 — Entrada formal via combustíveis Postos + distribuidoras
Redes Aster, Copape, Duvale, Arka, Rodopetro, GGX Global (103 postos) entre as principais.
140 postos sem movimentação real receberam R$ 2bi em notas fiscais fictícias.
Adulteração de gasolina com metanol importado ilegalmente — dupla fraude tributária e ao consumidor.
Importações de R$ 10bi+ em nafta, hidrocarbonetos e diesel entre 2020-2024.
Exportadora em Houston (Texas) adquirida para dar aparência legal às importações.
Camada 3 — Banco paralelo via fintechs BK Bank + Bankrow
BK Bank: fintech apontada como artéria — R$ 46bi movimentados sem rastreamento 2020-2024.
Bankrow: instituição de pagamento; presidente Marcelo Dias de Moraes como alvo direto.
Modelo de “contas-bolsão”: recursos misturados — inviabiliza rastreamento estatal.
Brecha regulatória explorada por design, não por acidente.
Camada 4 — Créditos de carbono fictícios Greenwashing + Amazônia
Grilagem de 530.000 hectares de terras públicas da União no sul do Amazonas (Apuí).
Corrupção de servidores do INCRA, IPAAM e cartórios para falsificar títulos.
Projetos de crédito de carbono lastreados em terras que não pertencem aos solicitantes.
Verra: falha na verificação da cadeia dominial.
168,8 milhões de UECs geradas sem certificação real; R$ 180 milhões em vendas de créditos fictícios.
Camada 5 — Fundos em cascata REAG + Faria Lima
40+ fundos multimercado e imobiliários; estrutura em cascata oculta beneficiários.
REAG DTVM como hub — R$ 299bi sob gestão (números de investigação).
Fundos Jade / New Jade 2 → Golden Green e Global Carbon.
6 fundos investigados por ligação com PCC e Banco Master.
Camada 6 — Banco como legitimação Master + BRB
Master emprestava para empresas que depositavam nos fundos REAG — circulação mesmo dia.
R$ 12,2bi em carteiras de crédito consignado fictícias vendidas ao BRB.
Suspeita de Vorcaro como acionista oculto do BRB via fundos Borneo e Deneb.
CDBs com FGC; conexão INSS e Operação Sem Desconto.
Camada 7 — Blindagem final Offshores + imóveis
15+ offshores nos EUA; remessas para participações e imóveis no Brasil (R$ 1bi+).
Mútuo conversível: R$ 1,2bi ao exterior retornando como “investimento estrangeiro”.
100+ imóveis, fazendas, frota, iate, helicóptero — rastreados em desdobramentos.
Nota: aparecimento em investigações não implica culpa. Inclui investigados, indiciados, presos e absolvidos.