Investigação iniciada a partir de denúncia anônima à PF. Visava desarticular esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraude a licitações envolvendo executivos do Grupo Camargo Corrêa e políticos. Considerada antecessora direta da Operação Lava Jato.
Em 5 abr 2011, a 6ª Turma do STJ anulou a operação por 3×1. Fundamento: denúncia anônima não pode embasar isoladamente quebra de sigilo e interceptação telefônica. Decisão considerada inédita, contrariando 33 precedentes anteriores do próprio tribunal.
Em 2019, a Operação Appius investigou suspeita de pagamento de propina para enterrar a Castelo de Areia. Delação de Palocci indicou que Camargo Corrêa teria pago R$ 50 mi à campanha do PT em 2010 para que o governo ajudasse a arquivar a operação, e que o ex-presidente do STJ César Asfor Rocha receberia nomeação ao STF como contrapartida.
A anulação da operação é considerada um marco negativo para o combate à corrupção. Segundo o procurador Deltan Dallagnol, os desvios apurados na Lava Jato poderiam ter sido descobertos 6 anos antes. O caso deixou alertas críticos sobre diligências preliminares, cadeia de custódia e vulnerabilidade institucional do sistema de controle.
Estrutura criminosa identificada pela PF funcionava em camadas: